07/04/2011

Poderosas aspirinas




O mundo é das aspirinas: fato.

Duvida? Então experimente ficar resfriado, com dor de cabeça e dores musculares ou ainda com alguma inflamação. Não. Não importa a causa, muito menos o estágio ou a intensidade de sua enfermidade, mais cedo ou mais tarde, você vai ouvir um “Toma uma aspirina que passa!”. E o pior, aliás, o melhor é que passa mesmo!  

Não adianta vir me dizer que minha tese não tem base científica totalmente sustentável. Para mim, não há argumento mais forte que o alívio obtido instantes depois de tomar uma ou duas aspirinas. Ah! É inenarrável a prazerosa sensação de ausência de dor, principalmente, logo após experimentarmos esse intenso, constante e dolorido sofrimento físico.

Sim, já sei! Você vai me dizer que automedicação é algo errado, perigoso, que muitos riscos pode trazer à saúde, blá, blá, blá. Isso eu sei e, se um homem fosse, talvez eu já estivesse até careca por ser disso tudo ciente. E daí? Atire a primeira pílula aquele que nunca tomou um composto branco-cristalino de ácido salicílico?

Porém se engana quem pensa que os poderes aspirínicos param por aí. Aos desavisados, vale informar que a aspirina não se limita a ser somente um antipirético e analgésico. Ela possui em seu cinto branco de utilidades outras mil e uma serventias, como controlar a caspa, acabar com calosidades dos pés, aliviar picadas e ferroadas, tirar manchas de ovo das roupas, recuperar a cor do cabelo alterada pelo cloro e tirar manchas de suor das roupas.  Há também estudos que mostram que aspirina pode reduzir o risco de vários tipos de câncer. Isso sem falar que ainda podemos usar o seu superpoder fertilizante em flores e plantas. Se disso não sabia, certamente é porque você nunca tentou descobrir o que é realmente uma aspirina, muito menos experimentou pesquisar sobre esse medicamento na rede mundial de computadores.

Portanto não há como negar, as aspirinas estão com tudo. Elas acalmam, limpam, produzem e curam. E, não se surpreenda se, de repente, nas crônicas esquinas da vida, uma aspirina cruzar o seu caminho e, de cima um belo salto alto, lhe seduzir, encantar, entreter e, quiçá, até arrebatar seu coração, lhe conduzindo por antigas e novas trilhas, em viagens ora banais ora fantásticas. Afinal elas podem tudo. O mundo é das aspirinas.


Professora


7 comentários:

  1. Já vi que a Rokátia vai se dar muitíssimo bem com este seleto grupo de brilhantes escritores! =D
    Seja bem-vinda.

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  2. Rokatia:
    Depois do texto da Aspirina Rainha e da Prima Aspirina eu já havia construído um Altar "Aspirínico" em minha vida, mas agora com seu texto eu estou completamente apaixonada pela idéia de ser uma Aspirina!!!

    E ai,companheira, já se encontrou como Aspirina?
    Se não, vamos ficar te chamando de "Aspirina Achada" risos.

    Ontem mesmo um amigo me contou que a esposa dele usa aspirinas para deixar a sola dos pés "fininha", hahaha.

    Nós podemos tudo, nós podemos mais!

    Viva as Aspirinas!

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  3. Rokátia,

    Seu texto está mto bem construído, fez uso da hipérbole. Figura a qual tb recorro frequentemente, num mundo como nosso não como não recorrer. Aliás, seu texto tb me remeteu a propaganda da Neusa, sim da Neosaldina, não sei se vc ja viu. Mas há uma escultura de cabeça enorme e qdo a atriz coloca a Neusa na cabeça os problemas voam em balõezinhos...Não é bem assim, sabemos que eles continuam lá, né? Mas que essa imagem é reveladora, oh se é....

    Um abraço e seja bem vinda!

    Prima ASS

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  4. Companheira de luta, compartilhamos o mesmo ideal: o mundo é das aspirinas. Acho até que a aspirina é bem feminina mesmo: “acalmam, limpam, produzem e curam”. Mera coincidência ou fato concreto de identificação? Após ler o primor de sua descrição, rápida e instigante, não me resta outra se não assumir-me aspirina! Bem vinda ao grupo.

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  5. De uma rapidez desejável e sacadas que parecem vir da publicidade. Texto contemporâneo, curto, objetivo e direto. Quem conhece a autora, como eu, sabe de sua capacidade e facilidade para olhar o mundo com criticidade, mas fazer humor disso tudo. Não é fácil, embora pareça. Escrever coisas que engraçadas é o maior desafio e, quando são bem escritas, como este texto então. Literatura e liberdade.

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