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Mostrando postagens de Julho, 2011

Desilusão

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Se Um Dia Fui sonhador, hoje entretanto, Aguardo Somente o sono.
Ellen Dias Poeta

Moreno alto, forte e sensual???

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Davi Moura Publicitário
Minhas linhas foram inspiradas pela minha prima que nem sabe que é prima, Carla Moura, e o seu texto “Namore um barrigudinho”, e por uma conversa que tive com uma nova amiga, a Gaby Bennet. A Gaby é dessas mulheres lindas, inteligentes e que se preocupam com o corpo e com a saúde. É o cérebro da Lúcia Santaella no corpo da Sarah Shahi. - Mas me diz: qual o seu objetivo? - Ah, eu quero ficar mais firme. Odeio bomba e não quero bração. Pra mim, homem sem barriga é igual a mulher sem peito. A barriguinha é o charme. - Hahahaha. Ai que bobo! Depois que falei isso para Gaby, fiquei pensando no assunto. Fiz um flashback de todos os homens que já admirei na vida, de todos que almejei “ser” ou “parecer” um dia. E NENHUM tinha o padrão de beleza tomcruisiano. Sempre fui um adolescente gordinho. Não que eu almejasse ser um gordinho para toda a vida. Mas ao contrário de outros com as mesmas características que eu, sempre tive uma habilidade enorme pra lidar com gente, dos mais …

A beleza do simples

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Rokatia Kleania Professora
A cada dia que passa, mais se evidencia que a maioria de nós tem uma equivocada ideia de beleza. Influenciados por uma mídia que trabalha cada dia mais em prol do selvagem capitalismo moderno, atribuímos o adjetivo belo ao que é rebuscado, maquiado, exagerado. A mulher bonita é aquela que se reveste de uma armadura de base, pó, sombra e rímel. É a que se adorna de incontáveis acessórios tal qual uma árvore de natal. Entretanto só isso não se faz suficiente. Ela precisa se matar de fome e de malhação em busca do corpo perfeito. Mas como, em nossa sociedade, a perfeição é algo inalcançável, parte-se então para uma série ilimitada de cirurgias plásticas. São cortes, recortes, montagens que transformam muitas mulheres em verdadeiras bonecas plastificadas, sem idade, sem expressão, sem vida.
Embora muitos de nós tenhamos consciência dessa infeliz realidade, continuamos cada dia mais escravos dessa tirania da beleza que, com grande facilidade, esmaga nossos princípio…

Maria e Rituska

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Eliana Klas Secretária
Maria dizia sempre que “não acreditava mais em uma porção de coisas nas quais já acreditou um dia.” Ainda iria patentear esta frase. Umas porções de suas crenças ruíram pela estrada da vida causando dor e decepção. Mas Maria sabia que a decepção ensina muito. Sempre. Ela sabia que no fim da história o que realmente vale é seguir acreditando em uma porção de outras coisas.
Maria era de uma geração cujos ídolos das adolescentes eram os “Menudos”. Ela, entretanto, não via a menor graça neles. Na parede do quarto pobre, colocava fotos e mais fotos do Maluco Beleza, Raul Seixas. As amiguinhas ficavam horrorizadas diante daquele homem barbudo, magrelo, descabelado e (aos olhos das amigas) feio. Aos olhos de Maria Raul era lindo. As idéias dele cutucavam seu cérebro e as músicas menos conhecidas eram as que ela mais gostava. “Canto para minha morte”, bem conhecida e feita em parceria, levava Maria ao delírio, fascinando-a por contar das verdades que desconfiava desde os bem pouc…

A menina que tinha medo da ...

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Arlete Mendes Professora
À Sueli Justino, a quem desejo a imortalidade...

Para cada criança parece existir um tipo de medo. Medo muda muito de maneira, pode assumir qualquer forma. Luzia, como todas as crianças, tinha seu medo e, por ser como todas as meninas, só não tinha medo de ter medo. Assumia-o com toda coragem. O problema era que seu medo particular era um tanto quanto singular para uma criança. Tinha medo de morrer antes de virar gente grande. Por isso, nunca falava de morte...nunca! Nunca assistia a filmes de terror, nunca ouvia histórias de assombração, nunca abria os olhos no escuro. Ir a velórios ou a cemitérios, então, nem se fale. Nem passava perto de funerária ou IML. A menina evitava mesmo a morte. Aliás, ninguém falava sobre esse assunto. Pronto, não está mais aqui quem falou. Para se garantir, sempre que podia conferia o pulso, conferia o coração. Sabia se o coração parasse de bater, era sinal de que a “indesejada das gentes” havia chegado. Cruzes! Também, partir assim tã…

“Queridaaaaa...”

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Regiane Santos Cabral de Paiva Professora
        Despertador. Sete horas. Banho. Pressa. Muita. Querida, estou atrasado. Tenho um dia daqueles hoje. Já estou estressado, tenho muito que produzir. Dia difícil esse. Estou vendo: chegarei esbagaçado, destruído. Tenho certeza de que hoje à noite vou precisar de uma massagem daquelas antes de ir dormir. Faz-me aí um cafezinho bem forte, acho que vai me ajudar. Ah! Não vou almoçar em casa, não vai dar tempo. Veja aí na geladeira se ainda tem legumes. Vou entrar numa dieta, estou me achando meio gordo... Sinto-me cansado. Que óleo é esse que está usando na comida? Melhor o azeite extra-virgem. Precisamos evitar o óleo oxidável porque provoca o envelhecimento precoce e doenças degenerativas. Vamos rever a alimentação, mas não quero esta história de mato no meu prato. Olha, apesar da minha correria de hoje, acho que vai dar certo levá-la ao supermercado. Faça a lista das compras, rapidinho, que já deixo você lá antes de eu ir ao trabalho. Veja t…

Amanda amostrada

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José de Paiva Rebouças Cronistas
Ouvi muita gente dizendo que a professora Amanda Gurgel só estava se aproveitando para aparecer, pensando nas próximas eleições. Amanda é aquela baixinha atrevida que no início da já finda greve dos professores da rede estadual de ensino, chamou a atenção do Brasil e do mundo ao anunciar os três dígitos do seu salário de professora (9-5-0). Ela se impôs diante da secretária de educação e dos senhores deputados quando da ausência de cuidados com o que deveria ser o mais importante serviço público do país – como é para outros. Depois disso, ganhou as telas das televisões e dos computadores e, também, a antipatia dos acostumados com a mesmice primária deste país. É que essa gente é imediatista. Na semana em que o vídeo de Amanda foi divulgado, todos se encheram de potiguarismo e brasilidade, mas com o tempo e com o Faustão, começaram a vê-la como sujeito político. Porque aqui, neste país, sujeito político é aquele que quer ser candidato para mamar nas tetas …