13/05/2011

Chega


Não sou terrorista. Mas prepare-se! Vou explodir todas as bananas de dinamite da minha paciência. Protejam-se todos! Corra quem puder! A partir deste momento, eu sou nitroglicerina pura. E nem vem que não tem, Mister Obama! Não há força tarefa americana que me segure agora!

É que tudo tem limite. Não é? Pois bem, minha paciência também! Até rimou, mas isso aqui está longe de ser poético, sabe por quê? Porque cansei! Cansei de ser romântica, boazinha, tolerante, compreensiva. Sempre que ajo assim, me dou mal. Essa é que é a verdade!

Então chega! Agora vou cuidar de mim. Estou cansada de sempre me preocupar com os outros, cuidar dos outros, amar os outros. Agora é a minha vez! Vou olhar para mim, viver por mim e para mim. Vou amar? Sim, eu vou. Mas vou amar a mim mesma. Cansei de me doar. Agora quero receber. Sem essa de é dando que se recebe. Comigo, agora, é me dê que eu retribuo.

Nada de gratuidade. A vida me ensinou que, no planeta azul, não existem Pequenos Príncipes. Aqui, na superfície terrestre, ninguém vê com o coração. As pessoas valorizam o ter, não o ser. Apreciam a estética, não a essência. Amam o que você faz. Não o que você é.

Hoje, sou consciente de que preciso aprender a dizer não, quando não é o que eu quero. E a dizer sim, se é um sim que eu desejo. Finalmente entendi que fazer o outro feliz pode ser bom. Mas antes necessito estar feliz. Afinal tenho, assim, como todo mundo, o direito à felicidade. Contudo jamais a alcançarei, se não der prioridade aos meus desejos, às minhas vontades, aos meus projetos. Eis a lição: tenho que dar valor a mim mesma, pois se não faço isso, ninguém mais o fará.

Não vou, pois, mais mendigar carinho, atenção, amor. Quer me ver? Procure-me! Quer falar comigo? Ligue-me! Está com saudade, venha me ver. Quer minha amizade, seja meu amigo. Quer meus serviços, pague-me muito bem. Quer meu amor? Então conquiste-me!

Rokátia Kleania

Professora

Licença Creative Commons
Chega de Rokátia Kleania é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported. Based on a work at www.aspirinasurubus.blogspot.com.br.

8 comentários:

  1. Benza Deus!!!! Santa indignação...

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  2. Chega! Pura explosão. Arroubo. Indignação. Ponto, falei!
    Bjs, querida!
    Reina

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  3. Rokatia Kleania

    As vezes me pergunto se vim de outro planeta, pois penso exatamente com todas as virgulas da mesma forma, vou amar as pessoas me amando e querendo o melhor pra mim, se alguem for o melhor pra mim, então serei o melhor pra essa pessoa afim de não perder o que tenho de melhor.
    Parece tão obvio e simples de mais para as pessoas entenderem.

    Paulo Moraes

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  4. Isso aí, afinal, pra que serve o mito de Anteros? Ora bolas! Pra haver reciprocidade, caramba!
    Ou pode jogar Eros no mar, também. Eros sem Anteros, ou melhor, sem Reciprocidade, náo serve
    de nada, náo se desenvolve, definha.

    Vem pro abraço, Profe.

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  5. Amei!!!

    Comecei a me sentir assim há alguns meses depois do término de uma relação onde somente EU me doava, amava, compreendia!!!

    Tudo o que eu queria dizer, vc disse!!

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  6. Puta q pariu...Meu, tu é foda!!! E me fez refletir sobre como é bom jogar fora o q não vale a pena. Persigo essa ideia "Inutilia truncat!"
    Bj no core , linda!

    Prima ASS

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  7. Se toda mulher, todo ser humano, desse este grito, os relacionamento seriam todos muito mais saudáveis.
    Amar para mim só serve se for para ser amada na MESMA MEDIDA.
    E isto existe, isto simplesmente acontece naturalmente, quando aprendemos a nos amar primeiro.
    Aprender a dizer não a quem se ama é uma benção libertadora.

    Beijos aspirinicos.

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  8. O que é que pode fazer um homem comum nesse presente instante? perguntou Belchior, se não sangrar, tentar inaugura a vida comovida, inteiramente livre... Todos nós temos o direito e explodir e a literatura mais ainda, porque assim, ela fala por nós.

    José de Paiva

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