Prezados Senhores e Senhoras, Venho por meio desta solicitar a todos e a todas um minuto de atenção, uma vez que, meus pronunciamentos costumam ser silenciosos e, de fato, eles são sempre de outra ordem, que não a discursiva, dessa forma, neste momento tomo a palavra. Reconheço que na vida sempre fui assim meio compacta. Não gosto de milongas nem delongas. Sou breve. Precisa. Pontual. Redonda. Acabada. Branca. Ao longo da minha existência influenciei a muitos, ganhei muitos adeptos. Uns famosos, outros anônimos. Ricos ou pobres me têm. Afinal, era símbolo de alívio, de pacificação, de equilíbrio. Sobretudo numa época como hoje quem será aquele que em sã consciência preferirá o caminho mais tortuoso? A dor deve ser evitada, tratada, extirpada a todo e a qualquer custo, já que o corpo precisa ser um templo de prazer e perfeição. Assim, todos os dias eu combato a dor. E olha que no mundo há mais dores do que se possa imaginar. Não sei bem ao certo, mas me parece que aquele potencia...
“Cultivemos o riso contra as armas que destroem a vida. O Riso que resiste ao ódio, à fome e as injustiças do mundo. Cultivemos o riso. Mas não o riso que discrimine o outro pela sua cor, religião, etnia, gostos e costumes. CULTIVEMOS O RISO PARA CELEBRAR AS NOSSAS DIFERENÇAS.” Luiz Carlos Vasconcellos Às vezes há um amigo, ou não, fazendo momices, nem sabe ele que está sendo palhaço. Em certos momentos pessoas atribuem à careta que fazemos a atos de palhaço. Muitos, até, com certa reserva ou criticando lá consigo, pensando que ele mesmo já não foi palhaço um dia, nem que fosse por alguns minutos. Qual o demérito em ser palhaço? Nenhum. Acho até que somente os iluminados, igualmente aos pensadores mais proeminentes, têm o dom, o biótipo, as características para empreender o magnânimo ofício de palhaço. Este não é um vadio. Ser palhaço é ter grandeza de alma, é ser bizarro, liberal, nobre e generoso. Em certas ocasiões, por trás daquela pintura extravagante, com um nariz sobreposto ...
Kamicaro - Egil Paulsen Regiane Santos C. de Paiva Professora Há alguns dias, fui pega de surpresa. Talvez, a exceção de meu marido, ninguém tinha sido tão franco comigo. É certo que, quando adultos, nos entregamos ao fingimento e mascaramos o real com uma suposta cortesia. Isso ocorre porque ser sincero demais pode resultar em constrangimento. Melhor rir amarelo e fingir que está tudo bem. O caso foi que, o danado que me fez calar tem apenas 7 anos de idade. De início, confesso, fiquei meio sem graça, mas não chegou a despertar em mim um sentimento de indignação, nem a resposta dele me levou a pensar que estaria sendo mal educado. Pelo contrário. Fiquei recolhida no meu silêncio, envergonhada, mas, ao mesmo tempo, maravilhada pela inocência e transparência com que ele manifestou a sua vontade. De verdade. Ele havia passado em torno de 5 meses na França com os seus pais devido aos estudos de pós-doutorado que ambos se submeteram. Quando retornaram, o assunto não poderia ser outro. ...
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