03/08/2011

ARS LONGA VITA BREVIS


Lona Handpainted


Professora

Fora simples. Agora estava seca e só, mas solícita. Estava pronta para atender ao chamado da vida. Tornara-se leve.

Então, partiu.

Iria aonde ele, seu senhor, bem quisesse. Ele a quis e a agitou. Ela riu em rodopio.

Bailou sinuosa. Movimentos fluídos. Ia de lá para cá. Serena. Graciosa.

Desceu.

Singela.

Uma gangorra.

Um balanço.

O menino corre atrás da pipa. Sua corrida veloz a soergue, suspendendo-a um pouco mais, dá-lhe fôlego para mais um bailado.

Bela.

Leve.

Encanta.

Entretanto, só ele poderia convidá-la para a última dança.

Uma pirueta. Mais forte. Um salto duplo.

Arrasta-a em direção contrária.

Ela voa.

Pássara.

Acalma-se em seu balanço. Descendo lentamente, chega, suave, à lama mole, que a espera: parada... E ali ficará a espera da próxima vegetação, plantada em seu silêncio, até que um dia se torne muda. Enquanto isto ele, seu senhor, sopra-lhe esperança todos os dias.


Um comentário:

  1. Transcende a realidade, esse seu texto. Li e reli. Metafísico. Isso. Diferente das crônicas anteriores. Perfeito!!!!!!

    bjs querida!

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