É comigo?
Marcos Alberti Arlete Mendes Professora Habita em cada ser uma porção de estranheza. Sim, concordo com o provérbio que diz: “De médico e louco todo mundo tem um pouco”. Eu, por minha natureza mais “sentinte” do que pensante, sinto a cada dia que passa essa estranheza, que antes era imperceptível, tomar proporções gigantescas. Deito de um jeito e levanto de outro. Estou me tornando tão estranha a mim mesma, que às vezes tomo sustos. Outro dia caminhava pelas ruas, parei para olhar vitrine. Tive um assombro. Sabe aquela impressão de ter alguém ao lado. Que medo! Olhei de novo e lá estava. Era eu. Eu mesma, ou melhor, o meu reflexo na vidraça da loja. Ultimamente, comecei a me assustar com mais frequência. Quando acordo já não ouso olhar no espelho com medo de ter uma palpitação matinal. Agora quando perguntam algo a meu respeito, coisas bem banais do tipo: “Como foi seu dia?”, hesito em responder... “Dia de quem?”. Fora quando tenho de assinar algum documento, daí vem a pergun...