Ela é. Sempre
Eliseu Visconti, moça no trigal. Ele pensou que naquela manhã quando abrisse os olhos descobriria que não respirava mais... mas assim que os primeiros raios de luz entraram pela janela e o encontrou ainda sentado na poltrona do quarto ele pode perceber que ela estava no ar. Sim: ele enchia os pulmões para o ar entrar e quem entrava era ela... Levantou-se surpreso e trôpego foi até a janela. A luz que pela janela entrava era ela. Amou-a de novo como a amara sempre. Os amigos costumavam dizer que ela preenchia todos os espaços, que sua presença era resplandecente. Naquele momento ele pôde sentir esta imensa presença... Eles eram daqueles casais que olhando de longe parecem perfeitos. Mas eles vão além disto:quando se aproxima e olha de perto você passa então a ter certeza: nasceram um para o outro. Juntos professaram sua fé e pela fé mudaram seus nomes, traçaram sua vidas um amarrado no outro... Mas eram amarrados não com nós e grilhões, suas vidas eram atadas ...