Metalinguagem biográfica
Urubu - Quaderno Criação Davi Moura Publicitário É o processo de escrita da crônica que a torna tão mágica. Tenho que revelar: já achei isso de escrever uma bobagem. E mais raiva eu tinha quando me diziam, tão espertos que eram os adultos da minha época, em uma generalização de dar a gota em qualquer um: “Todos que lêem muito sabem escrever muito bem”. Logo, se você sabia ler muito e não escrevia bem (ou não escrevia, no meu caso) era doente e marginalizado. Por conseguinte, não merecia respeito nem apoio da sociedade. É. Criança pensa muita besteira. Cresci achando que me faltava algo. Afinal, eu não me encaixava no perfil dos escritores. Ficava tentando procurar minha espécie dos que “lêem, mas não escrevem”. E isso foi tarefa árdua. Comecei minha vida de menino “leiteiro” (o Ministério da Educação já nos permite falar errado ) aos 5 anos. Precoce. Super impulsionado por meu pai, que ficava pacientemente deitado em sua rede vermelha, com o guri pequenininho (na época. Hoje el...