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Mostrando postagens com o rótulo Rokatia

O amor do fundo do poço

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Rokatia Kleania Professora Estavam no fundo do poço. Como lá chegaram não sabiam ao certo. Ou, talvez, conhecessem tão bem o motivo que preferissem torná-lo um sujeito oculto, como forma de não reviverem todas aquelas velhas dores que aspirina nenhuma é capaz de curar. Porém as cicatrizes deixadas pelas desinências do verbo amar logo denunciariam os sinuosos caminhos que os levaram até aquela funda, escura e assustadora cratera emocional. Em meio àquela total escuridão, compreendiam que só havia uma coisa a fazer: abrir os olhos e encarar a sombria realidade que os rodeavam. Ao se desvencilharem das pálpebras inchadas de tantas noites choradas, suas retinas provaram da negra miopia da solidão. Só algum tempo depois, quando a vista já se acostumara com toda aquela negritude, eles puderam enfim se perceber frente a frente. De início, eram apenas acinzentados vultos humanos. Mas, aos poucos, puderam contemplar o brilho que, mesmo afogado em tanto pranto, ainda morava no olhar do out...

Sou Professora de português. Não dicionário

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A jovem professora - Chardin Rokatia Kleania Professora Ser professor, hoje em dia no Brasil, é uma verdadeira aventura. Coisa de verdadeiro super-herói. Primeiro, tem-se que sobreviver com o indecente salário docente. Então, para não morrer de fome, o jeito é correr contra o tempo, feito o Flash, e se desdobrar lecionando em várias escolas. Na sala de aula, ainda temos que usar nossos superpoderes de Supermans e Mulheres Maravilhas e atuar em diferentes funções: psicólogo, assistente social, pai, mãe, tio, amigo, médico, showman, padre, cozinheiro animador de auditório, e, até professor, acredita? Agora, se você é graduado em Letras, prepare-se! Além de tudo isso, todos vão querer que você seja poliglota. Isso mesmo! As pessoas acham que só porque alguém tem graduação em Letras é especialista em português, inglês, espanhol... E não adianta você tentar explicar que sua habilitação é em uma língua apenas, pois eles sapecam um: “Ah, mas você fez Letras, então você sabe!” Não f...

O alvorecer do amor

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Amor a corazon abierto - Miguel Oscar Menassa Rokatia Kleania Professora Almas se buscam... Olhares se cruzam... Retinas se fotografam... Peitos disparam... Sorrisos se contemplam... Pensamentos se apresentam... Sofrimentos se distraem... Palavras se tocam... Risadas se acendem... Mãos se doam... Corpos se evocam... Desejos nascem... Carinhos desabrocham... Lábios se doam... Paixões se beijam... No estômago borboletas voam... Novos sonhos nascem... Velhas dores adormecem... Solidões dizem adeus... Corações se entregam... A vida enfim amanhece... E assim nasce um novo amor. O alvorecer do amor  de  Rokatia Kleania  é licenciado sob uma  Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported . Based on a work at  www.aspirinasurubus.blogspot.com . Permissions beyond the scope of this license may be available at  www.blogdaprofessorinha .

Minha Receita de Juventude

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Timothy Cummings Rokatia Kleania Professora É inegável que toda mulher se preocupa com a idade, principalmente quando a gente começa a se virar nos trinta. Há aquelas que disfarçam bem e fingem não se importar em serem balzaquianas. Há as que não se grilam tanto com o fato, mas ao se despedirem da casa dos vinte, passam a se inquietar com a gravidade e com as ruguinhas que, de forma desaforada, começam a rabiscar o rosto. E há aquelas que têm verdadeiras crises existenciais quando chegam no 3.0, a ponto de nem sob tortura revelarem suas verdadeiras idades. Eu faço parte do segundo grupo. Não tenho nóia com a idade, mas claro que nessa faixa etária não se pode ignorar o que tão sinceramente nos diz o espelho. Por isso, é óbvio, me cuido e procuro seguir aquelas dicas clichês para uma vida saudável e prolongada: dormir bem, fazer atividade física regularmente, ter uma boa alimentação, não fumar e não exagerar na bebida. Nem sempre consigo seguir a risca todas elas. Mas pulemos e...

A beleza do simples

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Casal 2 _Constança Lucas Rokatia Kleania Professora A cada dia que passa, mais se evidencia que a maioria de nós tem uma equivocada ideia de beleza. Influenciados por uma mídia que trabalha cada dia mais em prol do selvagem capitalismo moderno, atribuímos o adjetivo belo ao que é rebuscado, maquiado, exagerado. A mulher bonita é aquela que se reveste de uma armadura de base, pó, sombra e rímel. É a que se adorna de incontáveis acessórios tal qual uma árvore de natal. Entretanto só isso não se faz suficiente. Ela precisa se matar de fome e de malhação em busca do corpo perfeito. Mas como, em nossa sociedade, a perfeição é algo inalcançável, parte-se então para uma série ilimitada de cirurgias plásticas. São cortes, recortes, montagens que transformam muitas mulheres em verdadeiras bonecas plastificadas, sem idade, sem expressão, sem vida. Embora muitos de nós tenhamos consciência dessa infeliz realidade, continuamos cada dia mais escravos dessa tirania da beleza que, com grande...

Aula de amizade

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The Hug - Romero Britto Rokatia Kleania Professora Não existe coisa mais preciosa do que amigo. Eu sei que isso é clichê. Mas e daí? Uma verdade dessa magnitude precisa ser dita e repetida sempre. Não há como negar a importância que nossos amigos têm em nossas vidas. Cada um com suas peculiaridades e limitações acabam contribuindo para a nossa edificação. São sorrisos, abraços, palavras e atitudes que vão sendo acrescentados como tijolos na construção do que somos e do que ainda seremos. É bem verdade que muitos são fakes que a vida nos apresenta, mas também se encarrega de desmascarar, às vezes da forma mais cruel possível. Contudo não devemos por isso nos privar da delícia que é ter amigos.   Com o tempo, a gente acaba aprendendo a jogar fora o joio e saborear com toda fome o trigo da amizade. Dia vinte de julho é considerado o Dia do Amigo.   Dizem que a data foi obra de um hermano que, para celebrar à chegada do homem à lua, escrevera quatro mil cartas em vários i...

A voz do silêncio

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Giorgio de Chirico, Donna bionda di spalle, 1930 circa Rokatia Kleania Professora Por quem chamar quando é sozinho que se quer estar? O que falar quando nada se tem a dizer? Que canção tocar quando a melodia se nega a soar? O que recitar quando os versos brancamente se soltam da estrofe? Aonde ir quando a alma se encontra perdida em pleno deserto de emoções? Que palavras usar para proclamar o que não se sabe? Como expor pensamentos que navegam sem destino por mares de incertezas? De que maneira se pode dizer o que não se sente? Em qual dicionário moram os verbetes que traduzem o ocaso de um coração vazio? Para que revelar a amarelada fotografia de sentimentos passados? O que ler nas mãos que nos ofertam o futuro? Para que transpor a fortaleza silenciosa da solidão? Por que não apenas ouvir o grito ensurdecedor do silêncio? Como se desenha os sons que silenciam a surdez do calar? Por que proclamar nossos desejos se cada um ouve apenas o que quer? Que respostas oferecer a tantas pe...