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A lição da banana

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Regiane Santos Cabral de Paiva Professora Dia desses, enquanto estava me arrumando para ir a uma festa de aniversário, fui até a geladeira e procurei uma banana. Acredito que minha atitude foi uma resposta do inconsciente diante do ritual que meu pai aplicava ao meu irmão e a mim. Meu velho não chegou a terminar o primeiro grau, hoje o fundamental II, mas sua postura conosco (os filhos) sempre foi a de nos conduzir a uma boa educação. “não peçam nada emprestado de ninguém; não durmam de pés sujos; peçam a benção aos parentes mais velhos; fechem a boca quando estiverem mastigando; não bulam em nada nas casas alheias”. Apesar dos mais de trinta anos que levo no corpo, não na alma, os dizeres de papai ainda ecoam cá no pé do ouvido. Mas... o que tem isso a ver com a musa paradisíaca? Explico. Sempre que tínhamos uma festinha para ir, papai nos sentenciava: “Comam umas bananinhas antes da gente sair, porque não quero ver ninguém me fazendo vergonha!”. Mas, por que bananas? Nunca so...