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Antônio nasceu e Karina também!

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Regiane Santos Cabral de Paiva Professora A meu querido J.P.R . Quando Antônio nasceu, nem sabia que existia. Vestiram-no, com roupinhas enxovalhadas de outras crias, e lhe ensinaram a ser miúdo. Pior, que esperasse só as migalhas da vida e que não fizesse muitos planos. Afinal, sonhar alto não ficou para garotos que espetam o dedo no xique-xique. Mas, persistente e esperto como ele era, não se renderia tão fácil ao destino que lhe haviam desenhado. Na época em que ele ainda usava fraldas, bem distante dali, Karina já andava e brincava com suas bonecas. Quase toda tarde, passeava na calçada com seu velocípede cor de rosa. Depois que aprendeu a dominar as palavras, ficou impossível que só ela! Apesar de questionadora, era fragilzinha, a pobre! Os pequenos nasceram e cresceram em lugares diferentes, mas sempre se divertiam com a mesma lua que os vestia de delírios e devaneios. Recortavam-na. Depois, colavam a bola prateada no cantinho dos desatinos. Eles nem sabiam que ela havia sido p...