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Vertigem

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Evard Munch, O grito Eliana Klas Secretária Vertigem. É a primeira sensação. Frio. Não um frio comum, Mas um frio daqueles que começa na espinha e termina na alma. E o silêncio repleto de significado, paira no ar com peso de chumbo. Quase consegue tocar o silêncio. Não há mais riso, não tem mais música, Só o silêncio. Estático passa os olhos pelos mesmos lugares, Outrora cheios de vida, agora perdidos debaixo de uma fina poeira. De novo a vertigem. O chão? Cadê o chão? Ele estava aqui ainda há pouco, agora cadê? Tenta se sentar, pra recobrar a sensação de apoio. Mas não há apoio. As paredes também sumiram, o teto, o quintal... Toda a vida evaporou. Antes o ar era respirável, agora insuportável. Seco. Quente. Contraditório. Respira um ar quente, que entra e congela tudo por dentro. Devora-lhe por dentro o frio, e por fora o calor. O coração faz eco, no silêncio da noite. E o chão? Não o encontra mais, mas sabe que ele est...