A Negra Paz, dele
Eliana Klas Secretaria
Ele só quer a paz, que perdeu lá atrás... Lembra-se bem dela, do gosto, do jeito, do seu leve andar. Sabe que a paz tinha jeito de menina, olhar de mulher. A paz era tão feliz, saltitante! A paz era esvoaçante! Ah, quantas saudades, ele tem dela! A paz, de quem sente falta, se foi, deixou só um bilhetinho, contando os motivos. Motivos que prefere esquecer. Merece mais, lembrar-se dela, do que dos motivos, que a fez partir. Ah, amigos, ele sente dores, pela falta que ela lhe faz!!! Portanto, não lhe perguntem, do que ela partiu! Mas, ouçam atentos, tudo que falo sobre ela.
A paz era quieta. Sobretudo, e antes de tudo, quieta. Entendam-me: o silêncio da paz, não era um silêncio qualquer! Não! O silêncio da paz era cheio de sons. O silêncio da paz tinha acordes variados. Lembro-me, do som dela, que era o som dos violões, os sons do vento, o som do mar. A paz tinha, em seu silêncio, as vozes dos amigos e das crianças. ...