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Promessas

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José Malhoa - 1933 Arlete Mendes Professora Havia prometido a mim e ao Jotta que não escreveria por um bom tempo, já que ando numa sangria desatada. Além do que essa recorrência à escrita me causa um esgotamento. Não igual ao de um dia de trabalho duro, mas algo bem semelhante ao cansaço posterior ao de uma transa louca, livre e desenfreada. A escrita me leva a um estado de languidez e preguiça. E preguiça é coisa que não posso me dar ao luxo de sentir. Tenho de me manter ávida. Atenta. Nem sei como arrumo tempo para escrever. É ... Meus alunos fazem as tarefas. Eu escrevo. Filas. Escrevo. Reuniões chatas. Escrevo mais ainda. A espera é meu motivo de escrita. Espero, logo escrevo. Escrevo, logo espero. ( Descartes que me perdoe o trocadilho) Vamos ao que me levou ao rompimento da promessa. Faz parte da minha rotina esperar por minha vez nos semáforos. Tem um que me prende por 5 minutos. Todos os dias. Por ali sempre ficam crianças e balas. Tem dias que as compro. Em outros e...