O sequestro do santo
Procissão - Sadi Naif Quando li Tieta, romance de Jorge Amado, foi inevitável associar Sant’ana do Agreste, cidadezinha onde a história acontece, a Apodi, pois assim como lá, por aqui tudo também é novidade que passa de boca em boca e se tem uma pitada de malícia ou infortúnio nos acontecidos ai o disse me disse fica mais divertido ainda. Muitos até exultam numa alegria quase perversa de ser o primeiro a contar e por tanto regalar-se em sua maldade até deixa de perceber a suavidade do beija-flor pairando lindo na sua fragilidade para alimentar-se da flor porque aproveita o momento em que o homem predador distrai-se nas suas confabulações. Eu, nascida e criada por estas bandas, certo dia deixei de atentar para tais minúcias e fui alimentar essa face esquisita que sei não é só minha e a novidade que percebi e até incrementei com astuta imaginação deu-se assim:As pessoas começaram a chegar na praça com suas melhores roupas. Perfumadas e sorridentes, aguardavam com paciência rel...